A preocupação com o consumo de drogas sintéticas vai além do aumento considerado alarmante por especialistas. “Além de mais danosas que as drogas não sintéticas, há dificuldades legais para conter o avanço e pouca informação sobre os efeitos a longo prazo do consumo”, afirma o psiquiatra Leonardo Ludwing Paim. O assunto foi debatido durante o Congresso de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado, em Porto Alegre.
A família, um espaço de carinho, diálogo e firmeza, exige presença do pai e da mãe. Ela
é, de fato, o pré-requisito da prevenção. Quando a família fracassa, as políticas
antidrogas acabam se transformando no cemitério de boas intenções.
O terceiro passo, a recuperação, é uma indeclinável responsabilidade dos governos. É
preciso que os governantes ajudem para valer os serviços especializados e as
instituições idôneas que, anonimamente e com grande sacrifício, investem na
recuperação de dependentes químicos. Trata-se de um problema de saúde pública.
Recuperar é salvar vidas e multiplicar aliados na luta contra as drogas. Um dependente
recuperado é o melhor prosélito das campanhas preventivas. Impõe-se que os
responsáveis pelo combate às drogas abandonem o conforto de seus gabinetes e entrem
em contato com o verdadeiro drama dos adictos.







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