A dependência química na Família, dúvidas mais comuns

 


A dependência química na Família, dúvidas mais comuns

Tão comum quanto a falta de informação são os casos de dependência química, sendo hoje mais comum do que podemos imaginar em nossa sociedade, mas, muitas vezes, ela pode não ser percebida ou, até mesmo, não ter a sua gravidade considerada em razão da falta de informação tornando conhecimento tão superficial que impossibilita a pessoa de reconhecer os alertas.

Mas é evidente que temos o conhecimento de que algumas drogas são vistas com maus olhos e têm o seu consumo proibido pelas leis brasileiras, outras são usadas livremente. E talvez isso cause uma confusão no entendimento do que causa danos à saúde versus ao que é lícito ou ilícito.

O fato de serem lícitas ou ilícitas não significa que elas não sejam igualmente graves nem que não causem sérios danos à saúde, como é o caso do álcool e do cigarro, que podem levar à morte, de forma direta ou indireta.

O que é a dependência química?

Em poucas palavras, podemos conceituá-la como a dependência que uma pessoa desenvolve em uma substância psicoativa que consegue alterar o seu comportamento.

No entanto é importante pontuar que apesar de em nossa sociedade o termo ser mais comumente relacionado a drogas como a cocaína, o crack e a maconha, a dependência química também está relacionada ao consumo de bebidas Alcoólicas, cigarro e medicamentos, inclusive os calmantes.

Isso porque todos eles possuem substâncias que são capazes de impulsionar novos comportamentos e reações, tanto no estado psíquico quanto físico de uma pessoa.

 

Para entender o problema:

O primeiro passo no tratamento de um dependente químico, independentemente da droga que é usada, é entender que é muito difícil tratar o vício e que, muitas vezes, essa é uma batalha que a pessoa vai travar pela vida inteira.

 

psicologia contribui para auxiliar o paciente a manter o equilíbrio e compreender os conflitos que enfrenta pelas doenças crônicas. Por sua vez, na condição de profissional de saúde, o psicólogo desempenha papel essencial no auxílio e na melhoria do bem-estar do paciente.


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Adicto

A adicção é uma doença e envolve muito mais que o uso de drogas, pois pode estar relacionada a vários contextos e aspectos (relacionamentos) da vida da pessoa acometida por esse problema.   Ser adicto é ser dependente quimicamente de alguma droga ilícita ou lícita.


Tem ligação com a dificuldade ou a incapacidade de lidar com a vida como ela é.


A pessoa que sofre de adicção quando na ativa (aquele que está usando drogas) está mergulhado em autoengano e racionalização, podendo ter suas funções mentais e emocionais bastante comprometidas, até reduzidas ao nível animal.

 

A Organização Mundial da Saúde classifica a adicção como uma “Síndrome da Dependência”, fazendo com que o adicto dê prioridade à substância, acima de qualquer coisa.

 

A adicção, doença que escraviza, afeta as pessoas próximas e a esperança de se manter limpo sozinho, causando dor e aflição.

 

Na medida em que a dependência de determinada substância é estabelecida na vida dessa pessoa ele passa a desejar cada vez mais a mesma, isso porque o próprio cérebro passa a necessitar das doses para manter o seu equilíbrio e não cair na abstinência.  Com isso, quando a pessoa se dá conta, a droga passou a ser sua prioridade, tornando-o adicto.

Hoje sabe-se através de pesquisas cientificas que o uso contínuo de drogas pode despertar comorbidades que em muitas pessoas passariam a vida toda sem que despertassem.

 

O que sabemos através das palestras de profissionais da área da saúde é que a questão genética representa apenas uma pré-disposição o que evidentemente não condena a pessoa a ser um adicto, mas entendemos que o meio pode contribuir para que essa pré-disposição seja potencializada pela experimentação e o uso contínuo de qualquer substância que altere o estado de consciência da pessoa.

 

Então, é uma doença que tem evolução própria à medida que a pessoa vai tendo contato com a substância, você não nasce um adicto, através dessa experimentação, uso contínuo e ligando tudo isso ao comportamento as atitudes a pessoa vai sendo tomada e perdendo o controle pela própria vida e o poder de decisão.

Ref. Fonte: Narcóticos Anônimos. Texto Básico. Sexta Edição. NAWS, Inc.Hospital Albert Eisten, Portal Internet da ANP, Tipos de Drogas e Entorpecentes - InfoEscola