Drogas Família e Sociedade
26 junho Dia Internacional de Combate às Drogas – A Organização das Nações Unidas tem um calendário de Dias Internacionais sobre temas diversos ao longo do ano, com o objetivo de promover debate, conscientização e ações.
De acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas, de 2021, publicado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), cerca de 275 milhões de pessoas usaram drogas no mundo inteiro no último ano. Além disso, mais de 36 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas.
Álcool
Problemas causados pelo consumo custam 7,3% do PIB
Maconha
Um mercado de 300 bilhões de dólares
Tabaco
Principal causa de mortes evitáveis no mundo
Drogas sintéticas
Uma nova ameaça à saúde pública
Políticas públicas
Participação da universidade é decisiva no país
Prevenção
Educação continuada capacita profissionais
ref.unifesp
E atendendo a um dos objetivos principais desse dia, e compreendendo a urgência da necessidade de reflexão a cerca da dependência de Drogas, e como refletir a respeito disso sem que nos atentamos sobre a necessidade de compreender a sociedade como um todo, e a posição onde o usuário de drogas se encontra nessa sociedade, buscando abordar o tema de forma ampla e corajosa reconhecendo a complexidade que esse assunto exige.
Atitude, preconceito e estereótipos
Podemos definir a Atitude como a forma com que o individuo procede a ação de um comportamento, e utilizando-se da observação podemos vir a perceber a forma como esse individuo se insere nessa sociedade de tamanha diversidade, onde pode ser acolhido ou hostilizado, de uma forma muito característica, consequentemente refletindo a: empatia, intolerância, preconceito, acolhimento, segregação e intolerância .
O preconceito parte de uma atitude negativa que a pessoa esta predisposta a sentir, pensar e executar ações de forma negativa e previsível, o preconceito busca segregar, rotular sobretudo, o outro, intencionalmente subjuga, desqualifica e até mesmo desumaniza com o intuito de dominar e tornar um alvo da manipulação, junta-se a isso as crenças, sentimentos e também as tendências comportamentais, crenças preconceituosas completam os estereótipos negativos.
A pesquisa da FGV aponta que 62% dos usuários de droga no Brasil são de Classe A.
O que nos obriga a pontuar a cerca dos impactos sofridos por esse dep. químico em uma sociedade que prima pela desigualdade, intolerância e preconceito, e logicamente reconhecer as evidencias da função que as drogas desempenham no meio social.
Quando conseguimos nos descolar da visão do "comportamento comum" e da "atitude comum", muito ligada ao conformismo, nos tornamos capazes de observar e entender, o quanto nos igualamos e absorvemos conceitos, comportamentos e atitudes comuns, ditados por uma sociedade cheia de imperfeições.
Quem nunca ouviu falar de características de um usuário de Drogas?
É comum vermos representações do individuo como um ser: bando de vagabundos;
Sem caráter;
Sem escrúpulo;
Mau-caráter;
Não confiável
Manipulador
.
Mas há também, quem nutra uma percepção, como a de um individuo doente, um coitado, uma pessoa que é vítima, e que, não teria capacidade de avaliar sua condição diante da droga, e muito menos forças para lutar contra a sua dependência.
Talvez essa seja a mais corriqueira visão sobre o individuo, que se encontra nesse contexto ligado a dependência química.
Essa visão sofre um agravamento, ainda maior, quando a visão de quem julga tem base no preconceito.
Dada a atmosfera onde palavras de ódio, intolerância, preconceito, ecoaam na sociedade.
Coisas do tipo:
"Bandido bom é Bandido é bandido morto..."
“Eu queria que a polícia matasse 200 mil vagabundos”..
“Violência se combate com violência”...
*falas de um Presidente da Republica do Brasil
O ato de atribuir ao dep. químicos essa gama de aspectos negativos é uma atitude equivocada que demostra pouco ou nenhum conhecimento sobre a doença Dep. Química.
Podemos iniciar com um entendimento básico: as drogas podem ser definidas como substâncias que agem potencialmente no cérebro modificando funções mentais, alterando a capacidade de julgamento, alterando a percepção, influenciando e modificando o comportamento do usuário, mental, físico, social e espiritual.
Como você entende essa palavra droga, e toda sua vibração nas mais diversas frequências (entusiasmos, sofrimento, potencialidade, dor, desespero, pertencer)
A representação de uma ligação estreita com o sistema de recompensa que ativa e reativa funções múltiplas que acabam por provocar alterações no estado de consciência do usuário.
Podemos levar em conta os múltiplos apelos que vão desde, explorar suas emoções, alterar o seu estado de espírito, buscar potencializar as sensações os sentidos, promover a interação em seu meio social.
Como trabalhar em prol de um recuperação terapêutica sem contribuir para uma efetiva mudança de visão do dep. químico sobre si mesmo, diante da doença dep. química, como lutar contra essa visão estigmatizada socialmente, que na sua totalidade busca contribuir com o ciclo de exclusão social de permanência, a desqualificação da pessoa humana desencorajando suas possibilidades, de uma vida sem o o uso de substancias psicotrópicas.
É preciso ter empatia, livre do preconceito e da intolerância.
Onde não há politicas publicas que possibilitem o desenvolvimento e aprimoramento da criança e do adolescente não há efetivamente trabalho de prevenção.
A criança e o adolescente precisam ter educação, esporte, lazer informação cultura para que possam se desenvolver plenamente como cidadãos.
Somos um pais que mata muito! Mata Jovens!
Sobretudo jovens Negros.
E até quanto vai ser assim?
Negros são 79% das vítimas de mortes causadas por ações policiais
Atlas de Violência: No Brasil, 75,7% das vítimas de homicídios são negros
"Uma lei Jim Crow brasileira
O advogado Roberto Tardelli, que é branco e por 31 anos atuou como promotor no Ministério Público de São Paulo, reconhece que a aplicação da lei de drogas obedece a critérios racistas. “Existe uma lei e ela tem diversas aplicações, porque ela resulta de uma soma de estereótipos sociais. Se eu for pego com 30 gramas de maconha, ninguém vai pensar que eu estou traficando, porque eu posso dizer que essa maconha é pra mim. Agora, se a mesma situação se der no Capão Redondo [bairro pobre, de maioria negra, na periferia da cidade de São Paulo], com uma pessoa negra, portando a mesma quantidade, ela certamente será autuada por tráfico”, explica.
O viés racista começa nas abordagens feitas pela polícia nas ruas, que originam a maior parte das prisões e atingem desproporcionalmente a população negra. Mesmo entre pessoas pobres, 42% dos homens negros contam que já foram alvo de abordagens abusivas da polícia, porcentagem que cai para 34% entre os homens brancos, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. Sobre isso, o comandante de uma unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo já declarou que as abordagens nos bairros pobres, de maioria branca, têm de ser “diferentes” das que são feitas nas periferias negras das cidades." https://ponte.org/guerra-as-drogas-guerra-aos-negros/
Assim, são necessárias políticas públicas efetivas que tenham como ênfase a prevenção e a promoção da saúde, com vistas a influenciar a diminuição do abusivo de drogas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário