Bah! Você Precisa Saber Isto.
E possível que você já saiba disso porem é sempre bom falar de coisas que trazem esclarecimento e boa informação.
O histórico do tratamento em dependência química ao longo do tempo tem revelado a importância da família como fator de proteção e prevenção à recaída seu tratamento implica na articulação de múltiplas abordagens terapêuticas, ou seja reconhecendo a necessidade de aplicar diversos métodos .
Os mais conhecidos são: CTs (comunidades terapêuticas) são modalidades de atenção à saúde surgidas na Grã-Bretanha na década de 1940, utilizadas para tratamento de pacientes psiquiátricos crônicos e posteriormente adaptadas à C.T. terapêutica de dependentes químicos (Raupp & Mulnitisky-Sapiro, 2008).
Constituem-se em espaços de tratamento de longo prazo para psicodependentes, administrados por ex-usuários de drogas previamente internados nessas instituições.
Os residentes, assim chamados os pacientes internados na Comunidade Terapeutica, precisam permanecer um período de nove meses sem qualquer recaída para obterem alta e a graduação.
A partir de então, podem permanecer na instituição, trabalhando como monitores, se assim desejarem.
Já as clínicas de desintoxicação podem ser centros de tratamento específico, destinado a pacientes adictos, como também leitos demarcados em hospitais gerais públicos ou privados, consistindo uma forma relativamente segura, que visa monitorar sintomas de abstinência, controlando complicações físicas e psicológicas.
"Para Laranjeira e Romano (2004) a desintoxicação é a primeira fase do tratamento, associada a altos índices de recaída".
Nesta modalidade terapêutica, os índices de abstinência após a alta é relativamente maior quando o paciente é acompanhado por cuidados ambulatoriais posteriores, inserido em programas de acompanhamento psicológico.
Os CAPS Ad constituem-se em unidades locais de saúde pública regionalizadas que oferecem atendimento especializado a usuários de álcool e outras drogas, criados em substituição aos hospitais psiquiátricos e seus métodos de tratamento do sofrimento mental.
Efetivamente a família cumpre um papel fundamental na recuperação terapêutica e conquista de uma vida em sobriedade.
Os grupos de apoio (9 Princípio - Grupo de Apoio )constituem um aliado importante na recuperação terapêutica da família como um todo.
É o lugar certo onde as pessoas se reunem para se ajudar, nessa troca de ajuda as pessoas criam laços, comprometem-se com seus sucessos e o sucesso de seus companheiros tornam-se criativas, tornam-se motivadas, sentem-se muito mais felizes.
Embora a permanência nos grupos represente um desafio constante, exigindo muita persistência, determinação, gratidão, compromisso social.
O voluntario torna possível o acesso, para todas as pessoas, a uma terapia de grupo representando assim uma opção positiva para todos que buscam ajuda e tem dificuldade para ter acesso a essa ajuda.
Entendendo assim todos participantes de grupos de apoio exercem de alguma forma o serviço voluntario.
Quando alguém volta ao grupo faz acreditar que essa proposta de vida vale a pena tornando possível a continuidade desse trabalho fantástico que permite pessoas terem um ponto de apoio vivo.
Um grupo de apoio só é um grupo de apoio quando existem pessoas dispostas a dar e receber apoio.
Referências
Achenbach, T., & Howell, C. (1993). Are American children’s problems getting
worse? A 13-year comparison. Journal of American Academy on Child and
Adolescent Psychiatry, 32, 1145-1154.
Andolfi, M., Ângelo, C., Menghi, P., & Nicolo-Corigliano, A. (1984). A
provocação como intervenção terapêutica. In M. Andolfi, C. Ângelo, P.
Menghi & A. Nicolo-Corigliano (Orgs.), Por trás da máscara familiar: Um
novo enfoque em terapia da família (pp. 48-68). Porto Alegre: Artes Médicas.
Beatite, M. (2007). Co-dependência nunca mais (10a
ed.). Rio de Janeiro: Record.
Brasil, Ministério da Saúde. (2003). A política do Ministério da Saúde para
atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. Brasília, DF: Autor.
Brasil, V. R. (2004). A recuperação da pessoa do dependente químico: O impacto
no seu processo de mudança na família. Família e Comunidade, 1(1), 93-104.
Carvalho, I. M. M. (2001). Brasil: Reestruturação produtiva e condições sociais.
Caderno CRH, 35, 123-149.
Carvalho, I. M. M., & Almeida, P. H. (2003). Família e proteção social. São Paulo
em Perspectiva, 17(2), 109-122.
Cecconello, A. M., & Koller, S. H. (2003).

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