Um pensamento não se vale nem se propõe a ser uma verdade absoluta, apenas uma expressão de pensamento que pode ou não dignar uma reflexão. E isso é uma decisão pessoal.
No nosso primeiro curso tivemos uma palestra especificamente voltada ao voluntário ou voluntariado.
E o palestrante ao conceitualizar usou a expressão "..é aquele que compadece..".
Que pode nos remeter a uma outra palavra muito conhecida, mas verdadeiramente pouco compreendida, sobretudo, nos dias atuais a COMPAIXÃO.
Tem relação direta com "sentir junto", experimentar o mesmo que o outro, quando o outro sofre, porque na alegria essa dimensão é favorecida.
É possível que esse exercício seja uma forma de transcender o egoísmo.
(Transcender=elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de.)
Esse sentimento é tão especial que no seu toque profundo na consciência faz o inevitável acontecer: derruba os muros, grades e barreiras, pré conceitos, preconceitos que de alguma forma separam a razão da ilusão egocêntrica que impedem de ver o quanto estamos ligados e que as ações de um interferem nas ações do outro e vice-versa.
Muito além da beleza moral que está em experimentar a mesma dor dos seres mais próximos de nós, ao vê-los sofrer.
Existe o amor pessoal que torna o ser humano solidário com a dor dos seus filhos e de todos que fazem parte da sua vida diáriamente.
É um exercício difícil que exige muito de nós mesmos, pois se não conseguimos viver a nossa própria dor como viver a dor do outro?
Quando aceitamos a ajuda estamos efetivamente prontos para a ajudar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário