Diante Da Vida


Há momentos na vida em que muitas vezes existe uma percepção de que nada é suficiente, falta algo para completar o contentamento, a alegria a felicidade... onde comumente a busca pelo que falta é externa. 

E quando essa percepção está relacionada a coisas não é incomum potencializar e fazer a ligação com os estados de:  felicidade, alegria, satisfação e contentamento com a aquisição de coisas.

Encher os bolsos, a casa, os espaços vazios, em busca de torná-los ocupados, mais e mais e mais, a sensação de grandeza motiva a mais buscas e mais satisfação, momentânea, que a aquisição trás.

Inevitavelmente tudo isso é efêmero, assim como a Vida.

É possível que nenhuma aquisição devesse ter mais valor e importância do que a própria condição da existência, Vida.

Quando para as coisas se estabelece o peso de uma Vida a vida passa a ter o valor das coisas e coisas são: descartáveis caem em desuso viram obsoletas sem importância, quem sabe por isso as relações interpessoais de hoje sejam tão frágeis de pouca tolerância e consciência, de vínculos cortados e não reestabelecidos vive-se o distanciamento de raízes importantes para uma sustentação forte.

A vida por si só já representa a maior conquista humana ao passo que as relações humanas constroem nossa identidade que pairam no nosso passado através da ancestralidade, no presente a partir  das interações cotidianas onde a medida que escolhas são feitas, conduzem  e direcionam para um futuro em que a consciência humana através do seu desenvolvimento se encarregam de traduzir as diferentes situações e vivencias na busca de uma relação interior e exterior mais verdadeira e prospera no sentido humano.


As relações humanas baseadas em coisas são como brotos que perdem o contato com sua raiz.
Efetivamente se desenvolvem sem ter esse contato ancestral com lacunas existenciais que em algum momento serão percebidas.

"Atrás de mim estão todos os meus ancestrais me dando força. A vida passou através deles até chegar a mim. E em honra a eles eu a viverei plenamente".

*Uma reflexão ou um pensamento externado pela palavra escrita não se propõe a ser ou defender uma verdade absoluta quando muito buscar dignar uma reflexão e isso é uma decisão pessoal e restrita do dignado"..


Troque suas folhas, mas não perca suas raízes...

Quando se fala de respeito a dignidade da pessoa Humana em um grupo que se propões a dar e receber apoio ..seus integrantes devem trabalhar em si próprio todos os seu preconceitos suas intolerâncias, entender sobre os dogmas que regem a sua vida e não todas as vidas,  toda sua simpatia por extremismos ou não 

E aos que se propõem a prestar um trabalho voluntário que trabalhe em si a capacidade do amor verdadeiro .

E sobretudo saber lidar com toda essa gama de preconceitos que muitos trazem de suas raízes Culturais...

É preciso refletir a respeito dessa máxima 
Que diz...

 "
Troque suas folhas, mas não perca suas raízes...
Mude suas opiniões, mas não perca seus princípios"

É importante refletir sobre esses princípios ....

Que raízes são essas?

Muito da opinião de cada um parte de suas raízes dos seus princípios, conceitos ou preconceitos adquiridos ao longo de sua formação como ser humano, no micro mundo em família no macro mundo família e sociedade.

Então talvez além das folhas alguns princípios devam dar lugar a outros mais condizentes com a vida que se deseja viver.

Exemplo o que os seus princípios lhe dizem ao formar uma opinião sobre a frase ..."..bandido bom é bandido morto..."..

O que os seus princípios lhe dizem ao formar uma opinião sobre a frase.... "... Drogas ...coisa de vagabundo... "....."..cura gay..."

O que os seus princípios lhe dizem ao formar uma opinião sobre a frase .... ".. a pessoa fala dos bullying sofrido por ser gordo/magro/baixo/alto/dificuldades de aprender..."
"....é muito mimi ..no meu tempo ..chamava gordo de baleia.."..
"...magra demais de taquara...Olivia palito... " ..."e não dava nada...". 

Quando somos formadores de opinião e a família é e são nossos primeiros influenciadores digitais ou não, e muito da  exteriorização responsável ou irresponsável, a respeito da diversidade naturalmente existente, moldam a formação de princípios e de verdades, que por vezes são consideradas absolutas, que refletem em opiniões atitudes e comportamentos inadequados ou não.

"..A diversidade é a mãe da evolução.."

Respeitar a dignidade da pessoa humana não é ou não deveria ser um ato de cinismo, mas uma concepção verdadeira e sincera de quem  acolhe verdadeiramente acreditando nessa dimensão. 

*Uma reflexão ou um pensamento externado pela palavra escrita não se propõe a ser ou defender uma verdade absoluta quando muito buscar dignar uma reflexão e isso é uma decisão pessoal e restrita do dignado"..

E comum, mas não é normal

Vivemos em uma sociedade onde o comum é confundido com o normal.
Sabemos as diferenças entre eles? 
É possível que a interferência mais direta na nossa avaliação sobre o que é normal e o que é comum, seja a nossa própria percepção sobre as pessoas, sobre os comportamentos, sobre as atitudes e sobre as coisas.


No Brasil, pesquisas apontam que 26,8% dos jovens com idades entre 15 e 19 anos relataram consumo de álcool no último ano, o que é um fator de risco para acidentes, violências e doenças.

De cada dez pessoas que começam a beber antes dos 15 anos, seis fazem isso em festas ou por influência dos amigos. 

Pesquisa feita pelo IBGE com dez mil estudantes de ambos os sexos entre 13 e 17 anos mostra que um a cada quatro entrevistados já sabia o que era ficar bêbado.

Segundo pesquisa do CISA (Centro de Informações sobre Álcool e Saúde), de 2019, 43,8% dos adolescentes consumiram bebidas alcoólicas em festas e 17,8% entre amigos. 

No Brasil, apesar da existência da Lei no 13.106/2015, que proíbe a oferta de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos de idade, 9,4% teve permissão da família e 3,8% bebeu em casa com permissão. 

ref. Estadão.

Como nos posicionarmos? 
Esses números em percentuais podem nos trazer uma percepção equivocada diante do que é comum e o que normal.

Seria normal jovens fazerem ingestão de DROGAS em um período onde seu cérebro ainda esta em processo de amadurecimento?

Seria normal jovens fazerem a ingestão de  DROGA  que mais mata no mundo?

Essa indicação de que a os jovens cada vez mais cedo iniciam no uso de drogas seria normal ou comum?

Na cultura atual, observamos uma inversão de valores, em que o ter tornou-se mais importante do que o ser

Raízes Culturais é um principio identificador e ao mesmo tempo é um principio que no ajuda a diferenciar as pessoas de seus comportamentos. 

Contribuindo com a identificação da utilização de modelos inadequados que impulsionam comportamentos e atitudes equivocadas. 


 Em comunidade, tratamos as pessoas com o devido respeito, independente de classe ou condição social, sem bajular os “poderosos” e sem pisar nos menos favorecidos?



Como nos deixamos influenciar pelas redes sociais, espaço livre para todo tipo de manifestação? 


 Como sermos criteriosos diante do que acompanhamos nas redes?

E Você se Importa?

TER

O Ter é efêmero  
Enquanto o ser humano alimentar a ideia de que o ter representa o sucesso, a evolução, o estar bem, a plenitude, a felicidade, como um significado de uma vida. Em detrimento do Ser,, incorreremos nessas falhas de percepção do próprio  Ser.

Ao compreender que a falta de informação aliada a falta de esclarecimento e entendimento,   produz muito desses movimentos  equivocados,  através  da visão  comportamental,  comum e viciada de conceitos e preconceitos que longe de poderem ser verdades absolutas e que  embora sejam absorvidas como tal,  podem representar apenas a  ilusão de quem se fecha para um movimento  natural da vida cotidiana, a mudança,  que nos convida a aprender mais e mais a cada dia sobre a vida, sobre as nossas relações e sobre nós mesmos.

A era do Ter traz  consigo uma obrigatoriedade, a competição, do ser melhor, da evidencia de quem se sobressai sobre os  demais, não  importando a forma como esse objetivo seja atingido.

Quem sabe é preciso aprender a olhar o ser humano, além dessa carcaça embelezada, onde o vil metal tem um papel de ator principal, proporcionando uma gama de opções de distração de pouca profundidade de sentimentos verdadeiros ligados ao Ser, mas basicamente ligado/conectado ao Ter.

Como olhar para criança, o jovem, o adulto de hoje sem entender ou observar essas particularidades do mundo atual.

Uma vida paralela de avatares, de mídia digital, de uma visão social em um meio onde aparentar e mais do que uma representação de uma realidade, mas de uma realidade maquiada .

A capacidade de lidar com as emoções pode ser conseguida através do exercício natural da vida, suas: dificuldades, decepções, sucessos, perdas, ganhos, frustrações, que contribuem no desenvolvimento de habilidades humanas diante da necessidade que a vida impõe, no sentido de que ao longo da vida é possível que tenhamos que lidar com frustrações, perdas derrotas, insucessos, desilusões, vitórias, objetivos alcançados, ou seja a possibilidade de aprender tudo isso faz parte do processo do desenvolvimento humano.

Mas podemos ao longo desse processo aprender sobre fuga, sobre não encarar ou assumir responsabilidades .. é quando as substancias psicoativas desempenham um papel desastroso contribuindo para a  fuga da realidade.

Algumas informações sobre a cocaína 

cocaína é uma das drogas mais consumidas no mundo atualmente. Ela age inibindo a remoção do excesso de dopamina para o interior da célula: com mais dopamina circulante no cérebro, o usuário tem a sensação de prazer exacerbada. No entanto, o acúmulo de dopamina no tecido cerebral pode provocar a morte das células, acarretando danos ao sistema nervoso central.

Uma das células produtoras de dopamina é o neurônio dopaminérgico. A ação da cocaína sobre essas células foi o alvo das pesquisas realizadas por Lucilia B. Lepsch durante seu doutorado no Departamento de Farmacologia, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), orientado pelo neurofarmacologista Cristoforo Scavone.

A dopamina é um neurotransmissor responsável por levar informações para várias partes do corpo e, quando é liberado provoca a sensação de prazer e aumenta a motivação.

Além disso, a dopamina está envolvida nas emoções, nos processos cognitivos, no controle dos movimentos, na função cardíaca, no aprendizado, na capacidade de atenção e nos movimentos intestinais. Também está diretamente relacionada a distúrbios neurológicos e psiquiátricos como doença de Parkinson, esquizofrenia ou TDAH, por exemplo.